Macroeconomia

13 Ago 2020

Agronegócio do Brasil recupera confiança no 2º tri, após queda puxada por Covid-19

O Índice de Confiança do Agronegócio avançou 11,3 pts no 2º trimestre, em relação aos 3 meses anteriores, p/ 111,7 pts, em um movimento de recuperação após uma queda causada pelo Covid.

O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAagro) avançou 11,3 pontos no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores, para 111,7 pontos, em um movimento de recuperação após uma queda causada pela chegada do novo coronavírus no Brasil.

O indicador calculado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a associação CropLife Brasil se firmou acima dos 100 pontos, o que sinaliza otimismo.

Abaixo desta marca, a sinalização é de pessimismo e quanto mais distante do nível de 100 pontos, para cima, mais otimista estaria o setor.

Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o avanço do ICAgro foi de 0,4 ponto.

"O agronegócio brasileiro recuperou parte do ânimo perdido no início do ano com o choque causado pela pandemia de Covid-19", disse o estudo.

Segundo o Deagro, a avaliação das condições gerais da economia, responsável por impulsionar a pontuação recorde do fim do ano passado (123,8 pontos), caiu no início de 2020 e se mantém em patamares mais baixos.

No entanto, os sinais de retomada das atividades e de relativa estabilidade no mercado financeiro, os efeitos positivos do câmbio sobre os preços agrícolas e a perspectiva de que em breve haverá uma ou mais vacinas eficazes contra a Covid-19 melhoraram as expectativas para o curto e médio prazo, especialmente por parte das indústrias.

O Índice de Confiança das Indústrias do agronegócio fechou a 109,1 pontos, alta de 18,5 pontos em relação ao trimestre anterior.

Ao destrinchar o indicador industrial, o índice "antes da porteira", que representa o segmento de insumos agropecuários, subiu 15,3 pontos na variação trimestral, para 101,6 pontos.

Contribuíram com a alta a recuperação nas vendas de tratores e colheitadeiras, mesmo ante uma forte queda relacionada à pandemia em abril, e o elevado nível de aquisições antecipadas de insumos.

"A antecipação (na compra de insumos) só não foi maior porque a instabilidade do câmbio prejudicou a formação das tabelas de preços", afirmou.

Já a confiança das indústrias "depois da porteira" registrou a maior elevação dentre todos os segmentos pesquisados, de 19,9 pontos ante o trimestre anterior, para 112,4 pontos.

As empresas de logística enfrentaram relativamente poucos gargalos para suas operações, justificou o Deagro, mesmo com exportações recordes de soja no período.

Os frigoríficos, apesar do fechamento de algumas unidades por contaminação da Covid-19 entre os funcionários, puderam em sua maioria manter as atividades e atender a forte demanda do mercado externo, ressaltou a análise.

"As usinas de açúcar e etanol, para as quais em março o ano parecia praticamente arruinado, saíram do pior momento: subiram os preços do açúcar no exterior e houve uma recuperação das margens do etanol, que chegou a ser vendido abaixo do custo de produção em abril e maio, durante a queda abrupta do petróleo causada pela crise no mercado de combustíveis e aprofundada pela guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita."

DENTRO DA PORTEIRA

Os produtores agropecuários completaram o 8º trimestre consecutivo de confiança em patamares otimistas, fechando em 115,2 pontos.

O resultado representa uma alta modesta na variação trimestral, de mais de 1 ponto, "mas é preciso considerar a manutenção do indicador em níveis relativamente elevados".

Na agricultura, a confiança teve ligeira elevação de 0,7 ponto, para 116,8 pontos, mantida pelas condições positivas para o negócio.

A análise destaca o efeito do câmbio sobre os preços das commodities, que atingiram patamares históricos, a produtividade nas colheitas de cana e café, e o clima favorável na segunda quinzena de maio que beneficiou os cultivos tardios da safrinha de milho.

"A avaliação sobre o crédito também melhorou, afastando o temor inicial de que a Covid-19 pudesse reduzir a disponibilidade de recursos e sinalizando que o Plano Safra, divulgado em junho, foi bem recebido pelos produtores", afirmou.

Além disso, o Deagro disse que as excelentes relações de troca entre os produtos agrícolas e o pacote de insumos foram suficientes para diminuir o pessimismo em relação aos custos de produção.

Na pecuária, a alta trimestral foi de 3,2 pontos para 110,2 pontos. "Melhoraram as avaliações a respeito do crédito e da produtividade. A percepção dos preços também subiu".

Fonte:
 Reuters

 

Macroeconomia
Dólar fecha em alta seguindo exterior e avança pela 3ª semana seguida

O dólar fechou em alta ante o real nesta sexta-feira, ao fim de uma instável semana, em meio a renovados temores sobre o estado da economia mundial e a evolução da Covid-19
25 Set 2020
Ibovespa esvazia perdas no fim da sessão, mas encerra semana no vermelho
O Ibovespa reduziu perdas no final da tarde, fechando a sexta-feira praticamente no zero a zero, mas teve queda na semana, a quarta seguida no vermelho.
25 Set 2020
Dólar fecha em queda após superar R$5,62; exterior traz alívio
O dólar teve um "respiro" e fechou em queda de mais de 1% nesta quinta-feira, com investidores atentos ao noticiário sobre mais estímulos nos Estados Unidos.
24 Set 2020
Dólar flerta com R$5,60 e fecha na máxima em um mês com "sell-off" global de risco
23 Set 2020
O dólar disparou, rompendo a resistência técnica de 5,50 reais e flerta com 5,60 reais, num dia de fortalecimento generalizado do dólar em meio a temores sobre a economia global.
Ibovespa fecha abaixo de 96 mil pontos pela 1ª vez desde junho
23 Set 2020
IBOV fechou em queda, perdendo o patamar dos 96 mil pontos, enfraquecido pelas perdas nos pregões norte-americanos, após dados de uma recuperação difícil da maior economia do mundo.
PIB do agronegócio do Brasil cresce 5,26% no 1º semestre, diz CNA
23 Set 2020
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio do Brasil cresceu 5,26% no 1º semestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano passado.
Dólar crava 3ª alta seguida e renova máxima em 3 semanas com exterior
22 Set 2020
O dólar emendou a 3ª alta consecutiva, quando mais uma vez flertou com uma resistência de 5.500 reais, com o mercado abalado por alertas sobre riscos à economia dos EUA.
Ibovespa fecha em alta com exterior após sessão instável
22 Set 2020
IBOV fechou em alta, após trocar de sinal algumas vezes, encontrando respaldo na melhora de bolsas no exterior, embora o cenário siga vulnerável.
Ibovespa fecha em queda com apreensão sobre aumento de casos de Covid-19
21 Set 2020
IBOV fechou em queda, pressionado pela aversão a risco nos mercados no exterior em razão de receio de novas medidas restritivas diante do aumento de casos de Covid-19.
Dólar fecha na máxima em 3 semanas ante real com exterior a risco
21 Set 2020
O dólar fechou na máxima em 3 semanas, afetado por aguda aversão a risco nos mercados globais a temores de novas restrições econômicas por causa do coronavírus.
www.investbras.com.br
Contato
Fone: (34) 3832-0300
Rua Cesário Alvim, 1342 – 2º Piso, Sala 3
Centro - Patrocínio-MG
CEP 38740-040
Notícias sobre:
Investbras
Agente Autônomo de Investimentos

Ouvidoria Terra Investimentos
0800 940 0406