Mercado de Boi Gordo

03 Jan 2020

Preço da carne cai para o consumidor, diz Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está divulgando que a cotação da arroba do boi gordo diminuiu de valor no final de dezembro, queda média de 15%.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está divulgando que a cotação da arroba (15 quilos) do boi gordo diminuiu de valor no final de dezembro, queda média de 15%. Conforme levantamento periódico do Mapa, a arroba do boi gordo estava cotada a R$ 180 no último dia 30. No início do mês passado, chegou a R$ 216.

Conforme o ministério, o preço da carne vai reduzir para o consumidor final. O cenário “indica uma acomodação dos preços no atacado, com reflexos positivos a curto prazo no varejo”, descreve nota que acrescenta que a alcatra teve “4,5% de queda no preço nos últimos sete dias.”

Segundo projeções do Mapa, a arroba vai ficar entre R$ 180 e R$ 200 nos próximos meses, dependendo da praça. A queda do valor interrompe a alta de 28,5% que salgou o preço da carne nos últimos seis meses. A perspectiva, porém, é de que o alimento não volte ao patamar inferior. “Estamos fazendo a leitura de que isso veio para ficar, um outro patamar do preço da carne”, avalia o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Sílvio Farnese.

“Eu tenho certeza que o preço não volta ao que era”, concorda Alisson Wallace Araújo, dono de dois açougues e uma distribuidora de carne em Brasília. Segundo ele, no Distrito Federal, o quilo do quarto traseiro do boi estava custando para açougues e distribuidoras de carne R$ 13,50 há seis meses. Chegou a R$ 18,90 em novembro, e hoje está em R$ 17,70.

Estabilização dos preços

Há mais de uma razão para a provável estabilização dos preços em valores mais altos do que há um ano. O mercado internacional tende a comprar mais carne brasileira, os produtores estão tendo mais gastos ao adquirir bezerros e a eventual recuperação econômica favorece o consumo de carne no Brasil.

 

No último ano, beneficiado pela perda de rebanhos na China e pela alta do dólar, o Brasil ganhou mercado e vários frigoríficos foram habilitados para vender mais carne no exterior. Só em novembro, mais cinco frigoríficos foram autorizados pelos chineses a exportar carne. Em outros países também houve avanços. Mais oito frigoríficos foram aceitos pela Arábia Saudita no mesmo mês.

A carne brasileira é competitiva no mercado internacional porque é mais barata que a carne de outros países produtores, como a Austrália e os Estados Unidos, cujo o gasto de criação dos bois é mais oneroso por causa do regime de confinamento e alimentação. O gado brasileiro é criado solto em pasto.

O Brasil produz cerca de 9 milhões de toneladas de carne por ano, 70% é consumida internamente. Mas a venda para o exterior é atrativa para os produtores e pressiona valores. “A abertura de um mercado que comece a receber um produto brasileiro ajuda o criador na formação de preço”, descreve Farnese.

A alta recente dos preços do boi está viabilizando a renovação do gado quando o preço dos bezerros está valorizado. A compra dos bezerros é necessária para repor o gado abatido nos últimos anos, inclusive de vacas novilhas.

Além disso, em época de chuva, com pasto mais volumoso, os pecuaristas vendem menos bois e mantém os animais em engorda, o que também repercute na oferta e no preço do alimento. “Os criadores não se dispõem a vender porque têm alimento barato para o gado”, assinala o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Sílvio Farnese.

O comerciante Alisson Wallace Araújo acredita que com a recuperação da economia e diminuição do desemprego, haverá mais demanda por carne ao longo do ano. “É uma crescente”, diz Araújo. Ele, no entanto, não acredita em alta nos próximos meses. Em sua opinião, o consumo de carne diminui em janeiro por causa das férias e gastos sazonais das famílias (como impostos e material escolar) e depois do carnaval por causa da quaresma (período em que os católicos diminuem o consumo de carne).

Fonte: Agência Brasil

 

Mercado de Boi Gordo
Média diária exportada de carne bovina in natura registra alta de 43,50% na 1ª semana de agosto.

O volume embarcado alcançou 44,06 mil toneladas de carne bovina na 1ª semana de agosto, sendo que no ano passado o total exportado ficou em 135,1 mil toneladas.
10 Ago 2020
Boi: Contratos futuros terminam a semana com desvalorizações na Bolsa Brasileira
Em dia de realização de lucros, os contratos futuros para o boi gordo finalizaram a sessão desta sexta-feira (07) com desvalorizações na B3.
07 Ago 2020
Exportações totais de carne bovina crescem e se aproximam das 200 mil toneladas/mês
O mercado chinês é o grande responsável por este crescimento, mantendo seu apetite mês a mês: em junho, compraram 77.200 t. e em julho as aquisições subiram para 115.186 t.
07 Ago 2020
Com a demanda chinesa aquecida, arroba do boi registra aumento no Mato Grosso do Sul
04 Ago 2020
A cotação do boi gordo registrou um aumento de 44,92% e 46,93% de alta na arroba da vaca, quando comparado ao igual período de 2019.
Boi: Cotações futuras finalizam a sessão desta 2ª com ligeiros ganhos na B3
03 Ago 2020
As referências futuras para o boi gordo finalizaram a sessão desta segunda-feira (03) com valorizações na Bolsa Brasileira (B3)
Volume exportado de carne bovina in natura atinge 169,2 mil toneladas em julho
03 Ago 2020
A média diária exportada de carne bovina in natura ficou em 7,3 mil toneladas e teve um aumento de 27,07% se comparado com o ano anterior.
Boi: Mercado físico registra poucos negócios diante da dificuldade de originar animais terminados
31 Jul 2020
Os contratos futuros para o boi gordo finalizaram a sessão com valorizações na B3. O vencimento Julho/20 encerrou cotado a R$ 225,30/@ com um ganho de 0,36%
Exportações de carne suína batem recorde para um mês de julho, superando em 24,55% em 2019
27 Jul 2020
A exportação de carne suína brasileira está perto de bater novamente o recorde atingido em maio, com chance de chegar às 90 mil de toneladas.
Com a demanda chinesa aquecida, média diária exportada de carne bovina avança 11% em uma semana
20 Jul 2020
A terceira semana de julho teve bom desempenho de exportações de carne bovina in natura, na qual foi embarcado cerca de 95,3 mil toneladas.
Em 13 dias úteis, exportação de carne suína chega a 79% da receita e 86% do volume de julho/19
20 Jul 2020
Passados 13 dias úteis de julho, as exportações de carne suína brasileira dão sinais de que podem chegar às 90 mil toneladas embarcadas até o fim do mês.
www.investbras.com.br
Contato
Fone: (34) 3832-0300
Rua Cesário Alvim, 1342 – 2º Piso, Sala 3
Centro - Patrocínio-MG
CEP 38740-040
Notícias sobre:
Investbras
Agente Autônomo de Investimentos

Ouvidoria Terra Investimentos
0800 940 0406